Jean-Auguste-Dominique Ingres, um pintor francês do Neoclassicismo, profundamente influenciado por tradições artísticas do passado e que aspirou a tornar-se o guardião da ortodoxia académica contra o estilo Romântico em ascensão, nasceu neste dia em 1780. Esta descrição pode não parecer muito interessante - mas ele foi um dos melhores retratistas de sempre. E é um dos meus pintores preferidos! :) Basta olhar para o quadro que apresentamos hoje. : )
Marie-Clotilde-Inès de Foucauld nasceu em 1821 e casou-se com Sigisbert Moitessier, um abastado banqueiro, em 1842. O retrato é influenciado pela arte da Antiguidade Clássica e pelo Renascimento. A pose, com a mão a tocar no rosto, deriva de um antigo fresco romano de uma deusa, da cidade de Herculano. Isto pode sugerir que, para Ingres, a Madame Moitessier representava o ideal da beleza clássica. O Retrato de uma Senhora, de Ticiano, da Galeria Nacional, poderá tê-lo inspirado a acrescentar o perfil no espelho.
Ingres acreditava que o retrato era uma forma de arte inferior à pintura histórica. Quando foi abordado por Moitessier pela primeira vez, em 1844, para pintar a sua esposa, Ingres recusou. Ao conhecê-la, ficou impressionado com a sua beleza e concordou. O quadro ficou inacabado e, sete anos depois, a mulher queixou-se. Em 1851, Ingres pintou um retrato de pé (Galeria Nacional de Arte, em Washington) antes de regressar ao retrato sentado que ele, finalmente, terminou em 1856. A intenção original era incluir a filha da modelo, Catherine, mas esta já tinha crescido na altura em que Ingres completou o retrato.
Tenha uma ótima quinta-feira!
P.S.: Leia sobre a vida artística de Ingres no tempo dos Bonaparte, aqui!