Paul Signac foi profundamente afetado pelo falecimento do seu amigo e colega artista Georges Seurat, com quem se tinha unido na defesa da ascensão do Neo-Impressionismo. Incentivado pelo seu amigo, o artista H. E. Cross, Signac embarcou numa viagem de iate à volta do Mediterrâneo um ano após a morte de Seurat, em 1892.
Durante esta viagem, deparou-se com o então pitoresco porto piscatório de Saint-Tropez. Durante a década seguinte, Signac divide o seu tempo entre Saint-Tropez e Paris, dedicando-se à sua arte. Este período marcou uma série de evoluções artísticas no estilo de Signac. Inicialmente, houve um relaxamento notável na linearidade estrita dos seus desenhos, seguido de uma expansão no tamanho dos pontos de cor distintos que definem o Neo-Impressionismo. Mais tarde, intensificou a individualidade e o contraste desses pontos, ultrapassando o objetivo inicial de mistura ótica que o Pontilhismo pretendia alcançar. Entre as suas obras, o retrato de todo o porto de Saint-Tropez destaca-se como uma das suas obras mais significativas desta época, mostrando uma expressão radical destas mudanças estilísticas.
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