Diego Velázquez é amplamente considerado como um dos maiores mestres da Europa do século XVII. Em 1623, com 24 anos de idade, Velázquez conseguiu uma posição de prestígio como pintor da corte de Filipe IV em Madrid. Durante as quatro décadas seguintes, Velázquez concentrou-se principalmente na criação de retratos inovadores do monarca e da família real. No entanto, nos seus tempos livres, dedicava-se a temas que captavam o seu próprio interesse, como é o caso da pintura que apresentamos hoje.
A observação atenta de Velázquez da luz e dos seus efeitos sobre a forma levou-o a afastar-se do tenebrismo dramático - caracterizado por contrastes acentuados de luz e sombra - que marcou as suas obras anteriores. Em vez disso, desenvolveu um estilo mais suave e matizado. Em A costureira, nenhuma parte da composição está envolta em escuridão. Velázquez utilizou uma luz suave e natural e sombras translúcidas para definir os planos do rosto, esculpir a curva do seio e sugerir o movimento repetitivo e delicado da mão do sujeito.
O estado inacabado da pintura revela o processo artístico de Velázquez. Começou por preparar a tela com uma camada de base cinzento-esverdeada. De seguida, delineou as formas principais da composição com tinta mais escura, preencheu áreas amplas com cor opaca e, gradualmente, refinou a imagem. O rosto, a única parte da pintura que parece completa, foi pintado com camadas transparentes de esmalte, criando o efeito de carne iluminada por uma luz suavemente difusa. Esta técnica realça o domínio do realismo por parte de Velázquez e a sua capacidade de conferir às suas obras uma vitalidade realista.
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